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“O educador democrático não pode negar-se o dever de, na sua prática docente, reforçar a capacidade crítica do educando, sua curiosidade, sua insubmissão.”
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8 de março: mais a lamentar do que a comemorar

8 de marçoFiquei surpresa ao ler o post A mulher brasileira. Nele a Lys relata uma situação constrangedora que vivenciou em Oxford, quando alguns homens – pesquisadores que trabalham no acelerador de partí­culas Diamond - lhe fizeram perguntas nada agradáveis sobre o carnaval brasileiro e a disponibilidade das brasileiras, como se fossemos "disponí­veis como qualquer mercadoria barata e descartável, bastando escolher". Meu primeiro pensamento foi: quanta gente preconceituosa, para não dizer ignorante! Mas concordei com a Lys: é essa a imagem que o Brasil vende no exterior. E há sim, infelizmente, muitas mulheres que se prestam a esse papel, que vendem seus corpos mesmo quando teriam outras opções de trabalho digno. Aqui e, aposto, em muitos outros lugares do mundo. Mas há uma parcela que contribui para que a nossa imagem seja tão ruim no exterior, só que são, no fundo, as grandes ví­timas. Me sensibilizam as ví­tmas do turismo sexual. Me sensibilizam porque grande parte das mulheres envolvidas nessa "vertente" da prostituição são meninas e adolescentes pobres. Muito pobres. Sem acesso a educação. Muitas sustentam com esse dinheiro o resto das famí­lias. Enquanto fazia minhas pesquisas, para saber quais eram as ações de nossos governantes para acabar com esse flagelo, pouco encontrei além de referências a discursos e promessas do nosso grande lí­der e notí­cias de algumas operações da Polí­cia Federal. Mas encontrei essa reportagem do Jornal da Globo, apresentada por Willian Waack, sobre como o esquema funciona em cidades como Fortaleza e Natal:

 

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Me sensibilizam aquelas que são vítimas do tráfico de mulheres. Principalmente quando penso que a grande maioria dessas mulheres, envolvidas pelos agenciadores, foram enganadas com falsas promessas de trabalho ou de estudo no exterior. Saiba mais sobre o tráfico de pessoas no especial Exit da MTV:

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Minha sugestão para que o turismo sexual e o tráfico de mulheres tenha fim? Educação e conscientização. Pressão para que as diversas esferas de governo não se limitem aos discursos e projetos nebulosos. Pressão nos deputados e senadores que elegemos para que façam a parte deles. E sempre que possível, denunciar os cidadãos de primeiro mundo que "fazem a parte deles":  explorando a ignorância e a pobreza de muitas de nossas mulheres. Razão tem Marcelo ao escrever em um comentário lá no blog da Lys:

"É complicado mudar isso, especialmente no Brasil, que tem um poder muito centrado por gente que é baba-ovo completa de europeu e de americano. "

Esse post faz parte da blogagem coletiva Pela valorização da mulher brasileira.

 


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8 comentários para 8 de março: mais a lamentar do que a comemorar

  • A questão é que o Brasil é hipócrita. Não combate a exploração intanfil do mesmo jeito que promove a coisificação das nossas mulheres

  • Infelizmente a visão que os estrangeiros têm do Brasil é que um país cheio de mulheres fáceis.
    Tb participei desta blogagem.
    FELIZ DIA INTERNACIONAL DA MULHER.
    Big Beijos

  • Infelizmente a imagem que os estrangeiros tem de nós é essa mesma. E parece qua nada tem sido feito para mudar.

    Bjs.
    Elvira

  • Miriam, concordo que o preconceito é grande e variado. Fazer parte da academia (leia-se: estudo) pode ajudar. Nao é suficiente. O sonho vendido pela midia da fama e do dinheiro – endossado e reforçado pelas top models e jogadores futebolistas – ainda impera no imaginario. Enquanto isto, aqui ficamos e aqui vamos… Um beijo grande. Bom domingo

  • É isso aí. Penso que a politica de divulgação do Brasil no exterior deva ser mudada. Mais praia e menos exposição de caras e bundas. Criação de regras para o carnaval, inclusive vestindo as mulheres. As imagens são vendidas no exterior e ninguém explica que nós, mulheres comuns, não andamos nuas pelas ruas. Bjkª. Elza

  • [...] 8 de março: mais a lamentar do que a comemorar [...]

  • Lys

    Belo post Mirian ! So agora pude passar aqui e peco desculpas por isso, mas adorei o que vi ! Belissima participacao a sua.

    Voce citou dois problemas que na minha opiniao sao importantissimos que a prostituicao de criancas e adolescentes (que se mistura com a pedofilia) e o trafico de mulheres. Em ambos os casos as mulheres sao apenas vitimas da industria do turismo sexual e eh justamente isso que temos que combater.

    Infelizmente nao consegui ver o video, mas seu post esta completo e entendi sua mensagem mesmo sem ele!

    beijinhos
    Lys

  • [...] Miriam Salles – Argumenta que a imagem que o estrangeiro tem da mulher brasileira eh a propria imagem que o [...]

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