Li nessa notícia do portal G1:
Mais de 40 anos após sua primeira publicação, fotos impressionantes de uma gestação vista "por dentro" foram retocadas digitalmente para a quinta edição do livro "A Child is Born" ("Nasce uma criança", em tradução livre), do sueco Lennart Nilsson. A série foi realizada originalmente para a revista americana "Life", em 1965, e registra as várias etapas de uma gravidez – da fertilização até os últimos instantes do bebê dentro do útero.
Eu me lembro de ter visto essa fotografia, ainda criança, na Revista Realidade. Outro dia mesmo, minha mãe me contou que ela e meu pai conversaram muito antes de decidirem deixar a revista "ao alcance" dos filhos. A dúvida era tanta, entre nos mostrar a beleza do fato e das fotos e o medo de não saber lidar com as perguntas que certamente viriam, que até levaram o assunto para o padre Charbonneau, em uma palestra de uma tal "escola de pais" que frequentavam lá em São João da Boa Vista. Segundo minha mãe, eles seguiram a orientação recebida: tiraram a revista do esconderijo e a deixaram, assim como quem não quer nada, na mesa da sala. Acho que eu tinha uns dez anos e fiquei fascinada! Me lembro que não queria saber como o bebê tinha ido parar ali: só queria descobrir como era possível tirar todas aquelas fotografias sem matar o bebê! Imagino que meus pais tenham ficado aliviados!
Veja as outras fotos aqui. Mesmo depois de tanto tempo elas continuam lindas! Ou será que ainda me fascinam porque me remetem à minha infância e aos meus pais e irmãos?









Muito interessante a sua questão na época “como eles fizeram isso sem matar o bebê”? E, no meu caso, era “por que a mamãe rasgou essas folhas da revista?” “por que a mamãe esconde aqueles livrinhos no guarda-roupa”? Toda página de revista que tivesse algo que ela considerasse “picante”, ela rasgava! E os livrinhos, fucei página por página a cada saída dela para o trabalho. Era uma mini-enciclopédia sexual. A mesma que ela abriu na página da “menstruação” e deu para eu ler quando tive a menarca. Eu tinha 10 anos e já tinha lido a coleção inteira, mas, claro que não contei nada a ela. rs. E isso foi em 1982 e mamãe tinha só 30 anos.
Oi Alessandra!
Muitas vezes a tática de esconder algo tem o efeito inverso do desejado, não é? Desperta ainda mais a curiosidade!
abço