Cronicamente Viável: As Comunidades de (Des?)Informação e os Crimes Virtuais

setembro 14, 2007 em Geral

Já está disponí­vel o encontro desse mês do ciclo de palestras "Cronicamente Viável: A informação e a imaginação na Internet":

Orkut 2: As Comunidades de (Des?)Informaçao e os Crimes Virtuais. A Internet livre e a banalização da informação: como lidar com a falta de credibilidade e o plágio na Internet? A web precisa de uma legislação especí­fica que iniba os crimes virtuais? Com Luis Fernando Verissimo e Ronaldo Lemos.

Clique aqui para assistir!

Pierre Lévy

setembro 5, 2007 em EaD, Pierre Lévy, Teoria, Ví­deo

No dia 17 de agosto disponibilizei aqui as minhas anotações do encontro-laboratório com convidados sobre o tema "Inteligência Coletiva, Interdependência e Projetos Sociais" com a participação de Pierre Lèvy.

A Fundação Vanzolini disponibilizou agora o ví­deo desse encontro:

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Cronicamente Viável

agosto 19, 2007 em Geral, Projetos de Trabalho

O Centro Cultural Banco do Brasil está promovendo o ciclo de palestras "Cronicamente Viável: A informação e a imaginação na Internet".

Os debates, que têm como tema a presença da Internet em diversos meios e como esse fato afeta nossa vida, estão sendo transmitidos pela TVUol.

Já aconteceram quatro encontros que ainda podem ser assistidos online:

A Literatura na Internet: Rascunho, Agulha & Cronópios. Sites e blogs de poesia, contos e crônicas que povoam a web são os novos suportes da literatura no século XXI? Com Marçal Aquino e Bruna Surfistinha, de 14 de agosto.

Orkut, MSN, You Tube: Paquera e Narcisismo na Internet. Se até pouco tempo a paquera era na praça ou no shopping, hoje ela só depende de um clique no mouse. Quais as armas (e armadilhas) de sedução mais usadas na Internet? Com Fernando Bonassi e Lucia Santaella, de 12 de junho de 2007.

Um Lugar Chamado Bloguistão. Por que pequenos sites e blogs noticiosos ou só divertidos e inteligentes estão fazendo a diferença na Internet? Com Ricardo Noblat e Ferrez, de 8 maio de 2007.

Os Portais de informação e os Jornais Online. Como está se posicionando a mí­dia impressa frente ao desafio da informação gratuita dos portais? Os jornais online podem, no futuro, substituir os jornais impressos? Com Marion Strecker e Daniel Piza, de 10 de abril de 2007.

A Aceleração do Tempo e a Implosão do Espaço: O Mundo Virtual. As mudanças provocadas pela Internet, nos últimos dez anos: como a rede mudou as nossas vidas? Podemos falar num novo homem, numa nova subjetividade? Com Betty Milan e Demi Getschko, de 13 de março de 2007.

Os próximos debates:

11 de Setembro: "Orkut 2: As Comunidades de (Des?)Informação e os Crimes Virtuais". A Internet livre e a banalização da informação: como lidar com a falta de credibilidade e o plágio na Internet? A web precisa de uma legislação especí­fica que iniba os crimes virtuais? Com Luis Fernando Verissimo e Ronaldo Lemos.

09 de Outubro: "O Humor na Internet: Blablablá & Piada Virtual". Sites de piadas, tiradas bem-humoradas, cartuns: quais as perspectivas que a Internet oferece aos humoristas e cartunistas brasileiros? Antonio Tabet (Kibe Loco) e Adão Iturrusgarai.

13 de Novembro: "Arte na Internet". A web como veí­culo e suporte para a arte: como os artistas estão usando a Internet para criar ou difundir sua arte? Giselle Beiguelman e Henrique Portugal.

Pierre Lévy: minhas anotações da palestra

agosto 17, 2007 em EaD, Pierre Lévy, Teoria

O encontro-laboratório com convidados sobre o tema "Inteligência Coletiva, Interdependência e Projetos Sociais" tinha como foco uma conversa entre dois projetos em andamento: o Portal Educarede e o Portal Rede Social. Os portais foram apresentados e cada um dos apresentadores colocaram questões para Pierre Lévy.

Sergio Midlin, da Fundação Telefônica, apresentou o Portal EducaRede.  O portal tem como objetivo a inclusão digital como caminho para a inclusão social. O Educarede tem quatro dimensões: infraestrutura, conteúdos pedagógicos, capacitação para o uso do portal e formação de redes.

Rogerio Amato apresentou o Portal Rede Social, da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo (Seads). O objetivo do projeto é o de reunir lideranças do terceiro setor para trabalhar de forma colaborativa e manter um dá¡logo constante através de rede.

A seguir as colocações de Pierre Lévy:

1. Sobre como fazer pessoas acostumadas ao trabalho presencial trabalharem virtualmente? Pierre Lévy indaga se não estarí­amos frente a um problema que tem mais relação com as regras institucionais das escolas, que podem ser um grande obstáculo para as novas formas de aprender coletivamente e usar as redes. Isso incide tanto presencial como virtualmente. Há uma tendência em se valorizar mais o trabalho individual do que o trabalho em equipe e não por um questão de dificuldade com a tecnologia, mas com a cultura das pessoas que trabalham nas instituições. E a evolução cultural é lenta. Levou-se mais de uma geração desde que a primeira comunidade virtual foi criada (nos anos 80) para chegarmos ao ponto em que nos encontramos hoje. A comunidade precisa crescer de dentro para fora, não é algo que se imponha e as pessoas precisam de tempo para que construam a cultura da comunidade de forma colaborativa. Esse tempo de cada integrante deve ser respeitado para que a rede se forme.

2. Sobre como fazer com que os jovens participem de comunidades de forma tão ativa quanto no Orkut, MSN, Second Life, etc: Há muitas redes emergindo e a maioria não é bem sucedida, passam por um processo darwiniano. É preciso se estudar porque funcionam bem aqui e não lá. As redes são um fenômeno vivo. O papel dos animadores e lí­deres, principalmente se for uma comunidade educacional, é fundamental. Esses animadores podem surgir de forma espontânea ou serem designados, mas são absolutamente necessários. Seu papel é o de propiciar a interação coletiva, de ajudar na construção de regras e organização da rede. As redes que funcionam bem, como as citadas, têm um elemento de diversão que nem sempre aparecem nos ambientes escolares.

3. Sobre o que se pode esperar de um portal para organização de informações e mobilização das pessoas para que atuem juntas? O portal é apenas um instrumento, a tarefa real é feita por pessoas. O fundamental são as pessoas e não o aparato tecnológico. Não se cria uma rede só com a elaboração de um portal. A rede é uma criação cultural, a essência são os objetivos comuns. Importante é a identidade da comunidade e ela está associada à memóia da rede: uma memória comum, cosntruí­da, compartilhada e cultivada por todos. A comunidade é um cí­rculo e no centro está a memória comum: cada participante cultiva, dá e retira. Quanto mais as pessoas dão, melhor é o conhecimento que se retira. É importante se saber o que é administrar o conhecimento: basicamente é ajudar as pessoas a pertencer à comunidade e a encontrar as informações que precisam no momento em que as ações exigem a informação. Ou ajudá-las a encontrar aquelas que têm a informação e colocá-las em contato. Daí­ a memória da comunidade ser essencial. Muitas vezes o saber vem da prática de quem tem experiência e não está nos livros e manuais. A rede deve também ajudar os participantes a explicitar seu conhecimento de forma a ajudar os outros. A questão do conhecimento da comumunidade – a ontologia – precisa ter um estrutura definida para que as pessoas se orientem no conhecimento. É preciso que se dê enfase à memória viva.

4. Sobre as questões colocadas pelo público destaco as segintes colocações de Pierre Lévy:

  • Um exemplo de comunidade que funciona de forma extraordinária é a Wikipédia.
  • Pensamento crí­tico e habilidade de avaliar o valor da informação precisa ser acontecer na escola.
  • Mesmo as comunidades espontâneas são dirigidas, possuem regras, lideranças e organização como é o caso da Wikipédia. Todos precisam reconhecer que o conhecimento está sendo construí­do em todas as instâncias da sociedade.
  • É preciso reconhecer o conhecimento que está nos outros e que o conhecimento é construí­do em todos os lugares.
  • Na escola é preciso aprender a gestão de conhecimento e a construí­-lo coletivamente.
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