E. O. Wilson sobre a salvação da vida na Terra

junho 15, 2009 em Biologia, Meio Ambiente

Tem toda razão o Luiz Bento ao afirmar lá no seu Discutindo Ecologia:

O biólogo americano Edward Osborne Wilson, fundador da Sociobiologia, grande divulgador científico e uma autoridade mundial em insetos sociais é um daqueles cientistas que merecem ser ouvidos, sobre qualquer assunto. Ainda mais se o assunto em questão é biodiversidade.

Wilson foi um dos palestrantes no TED 2007 e em sua palestra, que ganhou o TED Prize daquele ano, nos conta sobre o seu fascínio pela diversidade da vida desde a infância, sua jornada científica até aqui e sobre a Enciclopédia da Vida (projeto idealizado por ele e que indiquei nesse post) . Palestra imperdível que está traduzida para o português.


A palestra está legendada no site oficial do TED, mas por lá não consegui assistir…


 

TED Talks: sabedoria e compaixão

maio 13, 2009 em Ví­deo

Ted talks

As conferências do TED Talks (Technology, Entertainment, Design) começaram em 1984 e reúnem pessoas das áreas de tecnologia, entretenimento e design com ideias que podem mudar as atitudes, as vidas e o mundo.

Fiquei feliz quando soube que havia um grupo  (a Lúcia Freitas faz a sua parte por lá), legendando essas palestras para o português.

Gostei, talvez por situações que tenho vivido e acompanhado nesses últimos tempos, de duas delas que já estão legendadas. A primeira é de Barry Schwartz sobre a nossa perda de sabedoria e a outra de Daniel Goleman sobre a compaixão.

 

Barry Schwartz : sobre a nossa perda de sabedoria

 Barry Schwartz faz um apelo entusiasmado à "sabedoria prática" como um antídoto a uma sociedade enlouquecida com a burocracia. Ele argumenta de forma veemente que as regras muitas vezes nos falham, incentivos podem se tornar tiros que saem pela culatra

 Assista com as legendas em português


Daniel Goleman: sobre a compaixão

Daniel Goleman, autor do livro "Inteligência Emocional", pergunta por que nós não somos mais misericordiosos por mais tempo.

 Assista com legendas em português


 

Pierre Lévy: minhas anotações da palestra

agosto 17, 2007 em EaD, Pierre Lévy, Teoria

O encontro-laboratório com convidados sobre o tema "Inteligência Coletiva, Interdependência e Projetos Sociais" tinha como foco uma conversa entre dois projetos em andamento: o Portal Educarede e o Portal Rede Social. Os portais foram apresentados e cada um dos apresentadores colocaram questões para Pierre Lévy.

Sergio Midlin, da Fundação Telefônica, apresentou o Portal EducaRede.  O portal tem como objetivo a inclusão digital como caminho para a inclusão social. O Educarede tem quatro dimensões: infraestrutura, conteúdos pedagógicos, capacitação para o uso do portal e formação de redes.

Rogerio Amato apresentou o Portal Rede Social, da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo (Seads). O objetivo do projeto é o de reunir lideranças do terceiro setor para trabalhar de forma colaborativa e manter um dá¡logo constante através de rede.

A seguir as colocações de Pierre Lévy:

1. Sobre como fazer pessoas acostumadas ao trabalho presencial trabalharem virtualmente? Pierre Lévy indaga se não estarí­amos frente a um problema que tem mais relação com as regras institucionais das escolas, que podem ser um grande obstáculo para as novas formas de aprender coletivamente e usar as redes. Isso incide tanto presencial como virtualmente. Há uma tendência em se valorizar mais o trabalho individual do que o trabalho em equipe e não por um questão de dificuldade com a tecnologia, mas com a cultura das pessoas que trabalham nas instituições. E a evolução cultural é lenta. Levou-se mais de uma geração desde que a primeira comunidade virtual foi criada (nos anos 80) para chegarmos ao ponto em que nos encontramos hoje. A comunidade precisa crescer de dentro para fora, não é algo que se imponha e as pessoas precisam de tempo para que construam a cultura da comunidade de forma colaborativa. Esse tempo de cada integrante deve ser respeitado para que a rede se forme.

2. Sobre como fazer com que os jovens participem de comunidades de forma tão ativa quanto no Orkut, MSN, Second Life, etc: Há muitas redes emergindo e a maioria não é bem sucedida, passam por um processo darwiniano. É preciso se estudar porque funcionam bem aqui e não lá. As redes são um fenômeno vivo. O papel dos animadores e lí­deres, principalmente se for uma comunidade educacional, é fundamental. Esses animadores podem surgir de forma espontânea ou serem designados, mas são absolutamente necessários. Seu papel é o de propiciar a interação coletiva, de ajudar na construção de regras e organização da rede. As redes que funcionam bem, como as citadas, têm um elemento de diversão que nem sempre aparecem nos ambientes escolares.

3. Sobre o que se pode esperar de um portal para organização de informações e mobilização das pessoas para que atuem juntas? O portal é apenas um instrumento, a tarefa real é feita por pessoas. O fundamental são as pessoas e não o aparato tecnológico. Não se cria uma rede só com a elaboração de um portal. A rede é uma criação cultural, a essência são os objetivos comuns. Importante é a identidade da comunidade e ela está associada à memóia da rede: uma memória comum, cosntruí­da, compartilhada e cultivada por todos. A comunidade é um cí­rculo e no centro está a memória comum: cada participante cultiva, dá e retira. Quanto mais as pessoas dão, melhor é o conhecimento que se retira. É importante se saber o que é administrar o conhecimento: basicamente é ajudar as pessoas a pertencer à comunidade e a encontrar as informações que precisam no momento em que as ações exigem a informação. Ou ajudá-las a encontrar aquelas que têm a informação e colocá-las em contato. Daí­ a memória da comunidade ser essencial. Muitas vezes o saber vem da prática de quem tem experiência e não está nos livros e manuais. A rede deve também ajudar os participantes a explicitar seu conhecimento de forma a ajudar os outros. A questão do conhecimento da comumunidade – a ontologia – precisa ter um estrutura definida para que as pessoas se orientem no conhecimento. É preciso que se dê enfase à memória viva.

4. Sobre as questões colocadas pelo público destaco as segintes colocações de Pierre Lévy:

  • Um exemplo de comunidade que funciona de forma extraordinária é a Wikipédia.
  • Pensamento crí­tico e habilidade de avaliar o valor da informação precisa ser acontecer na escola.
  • Mesmo as comunidades espontâneas são dirigidas, possuem regras, lideranças e organização como é o caso da Wikipédia. Todos precisam reconhecer que o conhecimento está sendo construí­do em todas as instâncias da sociedade.
  • É preciso reconhecer o conhecimento que está nos outros e que o conhecimento é construí­do em todos os lugares.
  • Na escola é preciso aprender a gestão de conhecimento e a construí­-lo coletivamente.

Palestras desde Leon

julho 10, 2007 em Educação, WEB2.0

Para os nativos digitais pode ser que isso não represente grande novidade… mas para uma imigrante digital, como eu, tem algo de mágico!

Do meu computador assisto, em tempo real, as palestras do curso de verão Web 2.0: ferramentas e tecnologias na educação. O curso, organizado por Chiti e Fernando S e promovido pela Universidade de Leon, começou ontem e termina no dia 13/07. É possí­vel acompanhar o curso a partir do Gabinete de Informatica ou do blog para la formação didactico-matematica , inclusive interagindo com participantes.

Eles estão usando o recurso Mogulos para as transmissões de ví­deo e o Gabbly para o chat.

Imperdí­vel!

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